quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O tempo e o vento...



Eu assiste e li "O tempo e o Vento" de Verissimo, e confesso que gosto muito, mas para falar a verdade demorei muito tempo para compreender a relação entre o tempo e o vento.

Nasci no final da década de 1970, foi quando aiatolá Khomeíni assumiu o poder no Irã, Figueredo no Brasil. A abertura política continua com a anistia, trazendo políticos e intelectuais que estavam no exílio. E o Internacional era campeão invicto do brasileiro. E na TV a novela que fazia sucesso era "Pai herói", é foi por causa dessa novela que recebi o nome de Carina

Cresci na década de 80, isso significa que vi o PT ser criado, A catástrofe nuclear da cidade de Chernobyl, a queda do muro de Berlim, diretas já,. O Tancredo Neves eleito de forma indireta presidente do Brasil. Sua morte antes de assumir o cargo, então vi o  Sarney assumindo em seu lugar, marcando o fim da ditadura Militar no Brasil. Vi o dinheiro mudar de nome, foi cruzeiro, depois cruzado, cruzado novo e por ai vai.

Naquela época cantávamos os sucesso do Bon Jovi, Duran Duran, Pet Shop Boys, Prince, Modonna, Michael Jackson, Guns N’ Roses, U2, Iron Maiden, Cyndi Lauper, Blitz, Paralamas do Sucesso, Titãs, RPM, Cazuza, Engenheiros do Havai, Biquine Cavadão, Ultraje a Rigor, Kid Vinil, Ira!, Barão Vermelho, Leo Jaime, Legião Urbana, uma lista interminável de canções que gravavamos em fitas K7. 
Eramos tão jovens, tínhamos o futuro inteiro. Um futuro que nos atropelou com a tecnologia e suas tranqueiras maravilhosas. Meu celular,  coisa que eu nem sonharia que viria existir, tem uma memória interna maior que meu primeiro computador, que a propósito  fui adquirir no início do novo milênio.Quando eu era criança o meu sonho era ter uma enciclopédia Barsa,para não ir a biblioteca pesquisar  para os trabalhos escolares,  hoje aos três anos de idade eles querem um celular.
O mundo mudou muito rápido  nos últimos 30 anos, não vou dizer aqui que "no meu tempo era melhor", mas vou dizer que ter nascido no período em que nasci, me proporcionou  fazer parte de um momento único  e sem precedentes na História da humanidade.
"Assim como o vento o tempo passa, e dependendo da intensidade de ambos  as marcas deixadas serão  pertencentes."

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O gosto pela arte se aprende em Casa

Tá eu sei, abandonei o blog! Mas será que alguém realmente lê isso além de mim?
Bom, isso eu não sei, mas vou continuar mesmo assim.


Ler é um prazer que descobri antes mesmo de ser alfabetizada, pois segundo meus pais por volta dos quatro anos de idade era obcecada por HQ da Turma da Mônica, o que rendeu a eles horas lendo e relendo cada quadro até que eu soubesse de cor cada fala de todos os personagens, isso ao ponto de convencer outros de que eu realmente sabia ler, fazendo de meus primos minhas vitimas, opa meus ouvintes enquanto lia as tais revistinhas. Então depois veio a fase televisiva, sabia de cor todo a programação da TV. Assim surgiu o amor por filmes e séries.


Bom todo esse blábláblá, foi para dizer que esses pequenos prazeres atingiram um nível novo com o advento da internet (acho que dá para notar pela lista de livros, filmes e séries que assisti nos últimos tempos). Acho que posso me definir como uma apaixonada pela arte, seja ela qual for.


A arte nos torna mais honestos. Sim é verdade! Pois um um livro ou em um filme ou em uma poesia, vimos nossos sentimentos desnudados, vimos nossas paixões e misérias descristas em cores e em palavras. Amor, ódio, paz e guerra, recheando paginas e telas, nos mostrando algumas vezes até aquilo que não desejamos ver. Leonardo da Vinci disse que a arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.


Fico triste pois muitos deixam de apreciar um bom livro, ou um bom filme, para consumir coisas de baixa qualidade, não que eu algumas vezes não me acabe em risos em uma comédia pastelão ou em um livro da coleção Julia (as mulheres da minha idade conhecem os romances transbordantes de glicose dos quais estou falando). Mas fico triste pois a grande maioria reclama do quão raso é o entretenimento, a arte em nosso país, mas continuam a consumir tudo que lhe é ofertado.


Acho que tudo isso passa pela educação, e não estou falando daquela que o professor ensina, mas daquela que se aprende com o exemplo. Meu pai sempre me incentivou a ler, pois dizia que isso me ajudaria a escrever, e pelo tamanho desse texto você pode notar que ele tinha razão. Com ele veio o gosto por filmes, me lembro da primeira vez que fui a cinema em sua companhia. Minha mãe no quesito educação formal não terminou de cursar o primário, porém com uma força de vontade admirável com o passar dos anos se tornou uma leitora quase tão inveterada quanto eu. Ela já leu mais vezes a Bíblia que eu, e todos os dias a vejo lendo algo, nem que seja no celular que vive dando pau, mas isso já outra história.


Boa noite e por favor ensinem seus filhos a apreciarem o que realmente tem valor.

domingo, 18 de outubro de 2015

Jogo da Memória

Acho que todos em algum momento de suas vidas já jogaram esse jogo, estou falando daquele onde figuras aos pares são embaralharas e com um pouco de sorte e boa memória encontrar as semelhantes. Sim, quase todos conhecem o jogo da memória! Porém nossa memória costuma jogar outros jogos, não tão simples, mas que exigem um pouco de sorte e outras cousitas más.
Sempre sou lembrada de como minha memória é boa, o que de fato é, porém (e sempre existe um) isso nem sempre é uma vantagem. Minha memória já me tirou de alguns apertos, um exemplo eram as provas, na escola ou na faculdade, costumava estudar pouco e me sair bem, pois de uma maneira quase milagrosa eu me lembrava das aulas.
Entretanto (para não usar o porém que sempre existe), como toda benção existe um preço a ser pago, e nesse quesito o preço e não esquecer daquilo que eu não gostaria de lembrar. Lembro da batalhas que perdi, dos fracassos, do gosto amargo de algumas palavras que falei ou escutei. Não sei explicar em termos científicos como funciona a memória, mas para mim funciona com se gatilhos despertassem fatos que cuidadosamente foram armazenados em mim.
Em meio a uma conversa casual ouvi um comentário de como fui em minha juventude, que na verdade me pareceu melhor do que considerava diga-se de passagem, isso que fez voltar no tempo vinte anos.
Muito embora nem todas as lembranças fossem claras, o essencial estava lá. Recordei de bons e de maus atos que cometi, e em meio a essa avalanche lembrei de uma promessa. Senhor como me doeu me lembrar, e saber que não cumpri.
Depois de enrolar bastante, finalmente cumpri a promessa, que era pedir perdão a uma pessoa por coisas impensadas que haviam sido ditas.  Foram semanas protelando a tal conversa, com receio de reação, para ouvir dela um "não recordo disso". Depois de ter feito, de ter confessado que eu havia errado no passando, percebi que de alguma forma estava fazendo as pazes com a minha história e soltando as amarras.

2 Crônicas: 12. 12.
"E humilhando-se ele, a ira do Senhor se desviou dele, de modo que não o destruiu de todo; porque ainda havia coisas boas em Judá."

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Sobre dizer adeus e tudo que vem depois

Pode parecer bobagem minha, mas não gosto de usar a palavra adeus... Embora Tchau seja sinônimo de adeus, a primeira palavra não parece ter o peso da separação, o peso da partida. Partindo para a etimologia da palavra Tchau, ela tem origem no italiano e nele serve para saudação tanto ao chegar como ao sair (essa eu já sabia, pois a pele é morena,  porém em alguns dos galhos da minha árvore genealógica, bem próximos diga-se de passagem, existem muitos ítalos-americanos,  o que explica muito meu hábito de falar gritando e comer macarrão até sair pelos olhos), mas o que descobri a pouco tempo é que o famoso "ciao", veio da expressão de cortesia VOSTRO SCHIAVO, “seu escravo”.
Acho que isso já demostra a diferença, pois quem declara-se "seu escravo" não pretende ir para muito longe, eu creio mas isso é só minha cabeça louca tendo um surto.  contrastando com a palavra Adeus, que ignifica, segundo o dicionário: "Termo de polidez e amizade dirigido a alguém antes de uma separação mais ou menos prolongada." Adeus parece algo tão definitivo (isso dando continuidade ao meu surto, abstraiam), parece aquilo que se diz antes de fechar a porta e deixar tudo no escuro.Essa palavra é mais complicado de que tchau, pois dizer adeus exige arrumar as malas e partir, exige fechar as portas, exige romper os laços que voluntariamente ou involuntariamente nos prendem. Dizer adeus e não deixar caminhos para voltar.
Mas o que há depois do adeus? Bom eu creio que um novo "Olá! como vai?". Pois a vida é cheia de finais e de inícios, onde o novo esta sempre um passo a frente, sempre esperando ser alcançado. Mas ainda  creio que um dia não será preciso dizer adeus, não haverá portas a serem fechadas, ou lacunas a serem preenchidas... E nesse dia nada será dito, mas tudo será compreendido.

domingo, 11 de outubro de 2015

Para ser honesta

Honestamente devo dizer que sofri duros golpes, não necessariamente de pessoas, alguns foram desferidos pela vida e pelo acaso. Mas eu  não fui uma vítima, eu tenho desferido outros tantos golpes por aí, com bons ou mas maus motivos para fazer isso.

 Honestamente acho que estou a quilômetros de distância de ser  algo que se deva chamar de cristã. Não se enganem! Jamais me percebo como pecadora por uma humildade, aquela falsa virtude que oculta orgulho e vaidade debaixo de uma capa. Melhor não aumentar a minha cota de coisas a pedir perdão (e ela é grande meu povo), então fico com as palavras do Apóstolo Paulo:
"Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." (Romanos 3:12)

Honestamente, todos nós somos pecadores, todos nós! Não conseguimos realizar o bem, em nós não habita bem algum (Romanos 7:18). Acho que todos já todos já ouvimos a respeito de uma teoria que diz que o homem é essencialmente mau (tá nem todo mundo mas eu fiz faculdade de História e isso ajuda, mas pra quem estiver a fim de saber mais o nome do filosofo é  Hobbes, o esse senhor oriundo de terras inglesas escreveu "o Leviatã"), quando isso foi afirmado serviu para justificar as bases do Estado Absoluto, mas aqui estou indo por outro caminho. Quero mostrar que mesmo aquela pessoa doce e pacata em seus esqueletos escondidos em um armário qualquer, mesmo que ela não deseje te-los. "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." (Romanos 7:19)

As pessoas que amamos são as que mais sofrem com a consequência de nossos pecados, e nós com os deles. Eu como cristã, que tento ser, sei que a graça de Deus cobre nossos pecados, mas ainda assim como uma ferida aberta deixa cicatrizes, nossos erros deixam sequelas. A próxima vez que alguém falhar ou que errar contigo, lembre-se que você já esteve na mesma posição, e poucas vezes erros e falhas são algo premeditado, perdoe. E quando voce errar e falhar não esqueça de pedir perdão.
Mas para ser honesta, a parte mais difícil não é pedir perdão... é muito mais complicado se perdoar.

BOA SEMANA!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desejo

Algumas já teve o desejo de chorar? De gritar até sua gargante doer?
Mas as lágrimas não brotam, mas o som não saiu. E todo o que sentiu foi um vazio, uma ausência inescapável, uma dor indiscriminável.
A parte mais difícil de ser adulta e ter que aceitar as coisas como elas são. E despir-se das ilusões, e seguir em frente, mesmo quando seguir significa ficar no mesmo lugar. Quando eu era criança, minha tia uma certa vez me disse: "-Você chora demais, não chore tanto assim! bom... pelo menos na frente dos outros. Quando sentir vontade de chorar vá para o banheiro, tranque a porta e chore... Mas longe dos olhos de todos, e quando abrir a porta deixe as lágrimas lá, saia com um sorriso no rosto, ainda que continue com vontade de chorar." Ela talvez não tenha ideia de como isso me marcou, eu deveria ter por volta de dez anos, já havia chorado um bocado, mas daquele dia em diante aprendi a dura lição de que suas dores assim como seus desejos não interessam a grande maioria das pessoas.
Depois desse dia eu comecei a achar que a água da pia do banheiro fazia milagres, pois ela fazia com que meus olhos vermelhos de chorar fossem substituídos  por um falso sorriso de satisfação, isso funcionou por algum tempo, mas como toda magia um dia acaba, a pia do banheiro perdeu seus poderes.
Achava que um dia não haveria mais lágrimas para chorar, como se houvesse uma cota e quando se atingisse o fundo, não teria mais liquido para ser vertido pelos olhos. Mas infelizmente tal conta não existe, mas exite uma outra coisa, uma ausência de qualquer coisa, uma total e completa  existência de nada.
Mas alegra-vos oh povo desafortunados como eu, afinal do nada se faz tudo, é em meio ao caos que se encontra a ordem, E depois que o nó da garganta é desatado, e seu grito é solto, quando o choro encontra vazão, somos acometidos de uma sensação nova, de uma paz que não pode ser compreendida. Um novo começo, é o que desejo para mim e para todos!

Só os cinéfilo compreenderão



Somos  como filmes...

Andei pensando que podemos classificar as pessoas com os filmes. Não estou falando em dividir em suspense, drama, terror ou comédia. Pensei em uma outra classificação... Filmes favoritos, filmes bons e os detestáveis.
vou começar pelos filmes detestáveis, essa categoria é famosa por gerar muita expectativa e não corresponder a mesma. São aqueles filmes que não sabemos como mas sempre cruzamos uma vez ou outra com eles.Seja o Trailer, a sinopse ou a capa algo nos fez acreditar que valia a pena, mas então cinco minutos depois percebemos que a realidade é outra, somos acometidos de uma vontade incontrolável de desligar o aparelho ou sair da sala de cinema.
Bom! Mas se for alguém com eu (com fé e/ou teimosia), assistirá até o último segundo na esperança de tirar algo de bom, o que nunca acorre, restando a plena certeza de que deveríamos ter saltado fora enquanto havia tempo. Provavelmente alguém irá lhe perguntar sobre sua frustada experiencia , e dirás de imediato, me arrependo! Todos já cruzamos com pessoas que poderiam ser definidas como esses filmes, onde a aparência ou a habilidade de sedução eram melhores que o conteúdo. Insistindo ou não até o fim, o que sobrará será amarga sensação de ter perdido tempo.
Chegamos aos filmes favoritos. Ah os favoritos! Aqueles que já perdemos as contas de quantas vezes assistimos, conhecemos as falas e as cenas, todas as canções e olhares... Mas ainda assim não nos cansamos de ver, pelo contrário, como crianças revemos novamente e novamente. Filmes que nem sempre serão os favoritos de todos, mas o que importa? É o seu favorito. Exitem pessoas que são filmes favoritos, quanto mais próximos mais queremos estar, quanto mais decoramos seus gestos e olhares, mais nós empenhamos em conhecer. Pessoas que não importa quantas vezes conversamos, elas sempre despertarão o fascínio da primeira vez.
Bem, deixei por ultimo os filmes bons, pois esses são fenômeno raro. Pois é um mistério o que separa um filme favorito de um filme bom. Os filmes bons podem ter uma bela fotografia, um ótimo roteiro ou uma direção excelente, mas lhes falta algo, algo que desperte o interesse de rever. Filmes bons não arrebatam corações.Os bons filmes são recomendados a todos, pode até ser assistido mais de uma vez, mas nunca serão favoritos. Mas não criamos cânico (como diria Chapolin Colorado), existe uma esperança pois bons filmes serão favoritos de alguém. E a maioria de nós se sente como um filme bom, que ansiosamente espera ser um favorito

Do que somos feitos

William Shakespeare diz que somos feitos da mesma matéria que são feitos nossos sonhos. Lulu Santos diz que somos feitos de silêncio e som. Mas do que somos feitos?

Bom eu acho que somos as palavras que falamos, e as que calamos principalmente. Somos o eterno dilema entre querer e poder. O abismo entre o não e o sim.

Somos uma sedimentação, onde camadas vão se sobrepondo de uma forma quase imperceptível, e a cada nova camada nossa vida é formada e transformada. Em um processo tão silencioso que só é possível perceber quando um corte vertical é feito, e observamos mais de perto tudo que está escondido debaixo da primeira camada.

Somos feitos de já é do espere, do contraditório e insólito, porém do comum e uniforme também. Somos poesia e prosa, alegria e tristeza, companhia e solidão, problema e solução. Tão complexos e ao mesmo tempo tão simples... Assim como a vida.

Somos a imagem do Criador. Feitos de amor e para viver a plenitude que existe nos sonhos de Deus.

Somos feitos para sermos únicos!

Primeiras impressões

Olá! 
Meu nome é Carina Moreira, a muito tempo escrevo loooongos textos no Facebook, até que um dia me perguntaram por que não escrevia um blog... Até que um dia eu pensei, por que não?
Pois bem eu nem imagino se alguém irá realmente ler as coisa que escrevo aqui, mas você meu caro desafortunado que esta lendo essas linhas e desejando ardentemente não ter começado, peço que resista a tentação de clicar no link do Youtube e assistir algum vog e tente ler o que essa tão reles escritora tem a dizer. Talvez, atente-se que disse talvez, até venha a gostar dos meus longos devaneios sobre quase tudo.
Bom, em primeiro lugar devo dizer que o nome desse blog vem de uma música que marcou a minha adolescência, apesar dela já ser velha nessa época, pois mesmo que pense como uma anciã eu ainda não cheguei as quarenta. Essa frase vem da música Como nossos pais,  interpretada por Elis Regina e o trecho de onde tirei essa frase começa assim:
 "...Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo
Na ferida viva
Do meu coração..."

Acho que sempre senti as coisas de uma maneira diferente. Então será que somente eu sou assim?