sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O gosto pela arte se aprende em Casa

Tá eu sei, abandonei o blog! Mas será que alguém realmente lê isso além de mim?
Bom, isso eu não sei, mas vou continuar mesmo assim.


Ler é um prazer que descobri antes mesmo de ser alfabetizada, pois segundo meus pais por volta dos quatro anos de idade era obcecada por HQ da Turma da Mônica, o que rendeu a eles horas lendo e relendo cada quadro até que eu soubesse de cor cada fala de todos os personagens, isso ao ponto de convencer outros de que eu realmente sabia ler, fazendo de meus primos minhas vitimas, opa meus ouvintes enquanto lia as tais revistinhas. Então depois veio a fase televisiva, sabia de cor todo a programação da TV. Assim surgiu o amor por filmes e séries.


Bom todo esse blábláblá, foi para dizer que esses pequenos prazeres atingiram um nível novo com o advento da internet (acho que dá para notar pela lista de livros, filmes e séries que assisti nos últimos tempos). Acho que posso me definir como uma apaixonada pela arte, seja ela qual for.


A arte nos torna mais honestos. Sim é verdade! Pois um um livro ou em um filme ou em uma poesia, vimos nossos sentimentos desnudados, vimos nossas paixões e misérias descristas em cores e em palavras. Amor, ódio, paz e guerra, recheando paginas e telas, nos mostrando algumas vezes até aquilo que não desejamos ver. Leonardo da Vinci disse que a arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.


Fico triste pois muitos deixam de apreciar um bom livro, ou um bom filme, para consumir coisas de baixa qualidade, não que eu algumas vezes não me acabe em risos em uma comédia pastelão ou em um livro da coleção Julia (as mulheres da minha idade conhecem os romances transbordantes de glicose dos quais estou falando). Mas fico triste pois a grande maioria reclama do quão raso é o entretenimento, a arte em nosso país, mas continuam a consumir tudo que lhe é ofertado.


Acho que tudo isso passa pela educação, e não estou falando daquela que o professor ensina, mas daquela que se aprende com o exemplo. Meu pai sempre me incentivou a ler, pois dizia que isso me ajudaria a escrever, e pelo tamanho desse texto você pode notar que ele tinha razão. Com ele veio o gosto por filmes, me lembro da primeira vez que fui a cinema em sua companhia. Minha mãe no quesito educação formal não terminou de cursar o primário, porém com uma força de vontade admirável com o passar dos anos se tornou uma leitora quase tão inveterada quanto eu. Ela já leu mais vezes a Bíblia que eu, e todos os dias a vejo lendo algo, nem que seja no celular que vive dando pau, mas isso já outra história.


Boa noite e por favor ensinem seus filhos a apreciarem o que realmente tem valor.